Um posto de Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia, registrou a gasolina comum a R$ 9,92 o litro. O valor foi o maior preço máximo encontrado entre os postos pesquisados no país na semana de 18 a 24 de outubro, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A própria agência afirma que se trata de um registro pontual, e não da média cobrada na Bahia ou no Brasil.
No plano nacional, o preço médio da gasolina caiu de R$ 6,53 para R$ 6,49 por litro em relação à semana anterior. O posto de Eunápolis cobrou R$ 3,43 acima dessa média.
Por que o preço muda tanto de um posto para outro?
Segundo a ANP, a diferença entre os valores pode estar relacionada a transporte, logística de distribuição, localização e política comercial de cada estabelecimento.
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Em Vitória da Conquista, o Blog do Anderson fez um levantamento no domingo (1º) e encontrou a gasolina comum a R$ 6,99 o litro em um dos postos. A aditivada custava R$ 7,09, e o etanol aditivado, R$ 4,49. O diesel S500 comum estava a R$ 7,79 e o S10 aditivado, a R$ 7,89. Foi um único posto, por isso o dado não representa a cidade inteira.
O que muda na refinaria da Bahia?
A Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen, começou a aplicar o desconto previsto na subvenção federal. Segundo a empresa, o litro da gasolina vendido às distribuidoras caiu R$ 0,44, de R$ 3,93 para R$ 3,49, redução de cerca de 11,3%.
O valor, porém, não chega ao motorista na mesma proporção. Distribuição, logística, tributos e a margem do posto entram antes do preço final na bomba. A Acelen informou que o abatimento equivale a R$ 440 por metro cúbico.

De acordo com o Bahia Notícias, a subvenção foi publicada pelo governo federal com o objetivo de reduzir os efeitos do choque internacional no mercado de energia. A duração inicial é de dois meses, com possibilidade de prorrogação pelo Executivo. A regra também determina que o desconto seja identificado nas notas fiscais das operações.
Quanto o imposto sobre combustível sobe em 2027?
Os estados aprovaram no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), na terça-feira (27), aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, com vigência a partir de 1º de fevereiro de 2027. No caso da gasolina, o imposto passa de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, alta de R$ 0,07, ou 4,5%.
No diesel, a cobrança sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, aumento de R$ 0,13, ou 11,1%. No gás de cozinha, o acréscimo é de R$ 0,07 por quilo, o que representa R$ 0,91 a mais na tributação de um botijão de 13 quilos.
Os governos estaduais dizem que a atualização segue a Lei Complementar 192/2022 e considera a variação dos preços médios da ANP. Os estados mantiveram a atualização apesar das medidas do governo federal para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis, em um momento de instabilidade no mercado internacional de petróleo ligada ao conflito no Oriente Médio. O efeito final para o consumidor depende do repasse dos novos valores ao longo da cadeia de distribuição.
Os novos valores foram oficializados nos convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados na quarta-feira (28). O aumento começa a valer em 1º de fevereiro de 2027.



