O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que é “bastante terrível” que boa parte da memória DRAM disponível no mundo fique armazenada em computadores pessoais e seja usada apenas 5% do tempo. A declaração foi dada ao podcast Cheeky Pint, apresentado por John Collison, cofundador da Stripe, por volta dos 28 minutos da conversa, segundo o Estadão.
A fala ganhou repercussão em meio à escassez de chips de memória e à alta de preços que atinge o mercado de tecnologia.
O que Altman disse sobre a memória
Altman falou em uma “perspectiva de alocação global”: para ele, é mal aproveitado que cada usuário mantenha em casa uma fatia grande de uma oferta limitada de DRAM. Segundo o Estadão, ele também comentou no mesmo programa cibersegurança e avanços da IA na Matemática.
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“Você quer utilização maximizada da nuvem para lidar com um ambiente de oferta extremamente limitada e, de alguma forma, a intuição de muitas pessoas é o oposto disso.”
A crítica se dirige à chamada inferência local, em que a pessoa executa modelos de IA de código aberto no próprio computador. De acordo com o Meio Bit, Altman observou que muita gente presume o problema resolvido porque esses modelos podem rodar em casa, sem toda a estrutura dos data centers.
Por que a fala gerou polêmica
O Meio Bit avalia que a frase foi “levemente tirada de contexto”, porque o foco da conversa era a IA local. O site também aponta um interesse comercial: quem roda IA na nuvem consome tokens e gera receita para a OpenAI. O Estadão faz uma observação parecida: a empresa é uma das maiores demandantes de computação em nuvem e vende esse serviço ao público.
Ainda segundo o Meio Bit, Altman não chegou a defender um “confisco” de RAM. O site afirma, porém, que as fabricantes já indicam em seus relatórios que a escassez e a alta de preços vão continuar.

Quanto tempo a falta de memória deve durar
O Meio Bit descreve uma escalada de preços de DRAM e de armazenamento NAND, que atinge desde peças de PC até consoles e smartphones. Segundo o site, Micron, SK Hynix e Samsung, que controlam quase toda a produção, priorizaram grandes clientes, entre eles empresas de IA.
Para o Estadão, a corrida das empresas de IA por memória também prejudica o consumidor em geral, e não só quem quer rodar modelos no PC. As previsões das fabricantes, segundo o jornal:
- SK Hynix: a escassez pode se arrastar até 2030;
- Samsung: ao menos até 2028;
- Micron: alerta que a pior fase ainda não chegou.
As reportagens não trazem preços de memória no Brasil nem projeções para o varejo brasileiro.



