Um prédio comercial de quatro andares desabou na noite desta sexta-feira (6), no Brás, região central de São Paulo, com 35 pessoas no local. Segundo o Corpo de Bombeiros, o imóvel não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), e as buscas nos escombros recomeçaram por volta das 8h deste sábado (7).
Até a última atualização, não havia morte confirmada nem pessoa dada como desaparecida.
O que se sabe sobre o desabamento no Brás
O prédio fica na Rua Maria Joaquina, e os bombeiros foram acionados às 18h38. A maioria das pessoas no local era de funcionários, e alguns descarregavam rolos de tecido. Oito saíram por conta própria. Outras 27 foram retiradas pelas equipes de resgate, de acordo com a corporação.
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Quatro pessoas foram levadas à UPA da Mooca, com escoriações e lesões nos braços e nas pernas. Todas estavam em estado estável, mas, segundo o g1, seguiam internadas na manhã deste sábado.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que 51 bombeiros e 17 viaturas foram mobilizados, com apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil. O desabamento ocorreu na área do mezanino, afirmou a capitã Karoline, porta-voz dos bombeiros. Um estabelecimento vizinho, a Clay Têxtil, também foi atingido e recebeu auto de interdição, segundo a CNN Brasil.
O chamado inicial, de acordo com a Polícia Militar, falava em 25 pessoas soterradas. A capitã afirmou depois que a ocorrência envolvia 35 pessoas.
Há alguém sob os escombros?
A corporação não confirmou nem descartou. Cães farejadores deram sinais de alerta na varredura de sexta, mas não há ninguém dado como faltante.
Por volta de 1h de sábado, o trabalho foi suspenso por causa da instabilidade do terreno e do risco de colapso de toda a estrutura. Uma retroescavadeira da Prefeitura de São Paulo deve retirar entulho e abrir acesso à parte dos fundos da loja.
A capitã disse que os cães foram usados “por desencargo de consciência”, já que ninguém foi dado como faltante. O comandante do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Otávio Barelli, afirmou que a possibilidade não pode ser afastada: “Não podemos excluir a possibilidade de nenhuma vítima, um dos cães deu o indicativo”.
O que é o AVCB
O AVCB atesta que o imóvel cumpre as exigências legais de segurança contra incêndio e pânico. A CNN Brasil informou que o prédio não tinha o documento vigente. Não há informação oficial sobre relação entre a falta dele e o desabamento.
Qual foi a causa do desabamento
Ainda não foi informada. Segundo a capitã, caberá à perícia dizer por que a estrutura cedeu, inclusive se havia excesso de peso. Ela afirmou que esse não era o foco dos bombeiros naquele momento, e sim a busca por vidas.
Trabalhadores ouvidos pela imprensa apontaram excesso de mercadoria nos andares superiores. Vando de Jesus Bispo, que carrega tecidos há seis anos, citou o peso como possível causa. O sobrevivente Edmilson Miranda Silva, de 35 anos, disse à CNN Brasil que o prédio já tinha rachaduras e que ele saiu ao ouvir estalos. São relatos, sem confirmação oficial.
E os imóveis vizinhos?
Um engenheiro e a Defesa Civil avaliam se há risco para as construções do entorno. Os bombeiros disseram que elas podem ser interditadas se houver risco de colapso. Até a última informação, estavam isoladas por segurança, sem proibição de uso, exceto a Clay Têxtil.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) escreveu nas redes sociais que o governo acompanha o caso e mantém equipes para atender as vítimas, avaliar os vizinhos e apurar as causas. A CNN Brasil informou que tentava contato com a loja de roupas e tecidos que funcionava no imóvel, identificada como Venom, sem retorno até a publicação da reportagem.
Os bombeiros seguem com as buscas, com apoio de maquinário previsto para a retirada dos escombros. A Defesa Civil ainda deve concluir a avaliação dos prédios próximos, e a perícia vai apurar a causa. Não foi informado prazo para o laudo.



