Ney Santos (Republicanos) foi eleito deputado federal por São Paulo no domingo (4), com 118.566 votos. O ex-prefeito de Embu das Artes é réu sob acusação de comandar organização criminosa e de lavagem de dinheiro, e também é acusado de ter ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O registro da candidatura ainda pode ser anulado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não julgou o recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pede a rejeição do registro.
Qual é o histórico de Ney Santos
Ney Santos é como é conhecido Claudinei Alves dos Santos. Além dos processos em andamento, ele cumpriu pena por abuso de poder econômico e teve condenação em primeira instância por portar arma de fogo com numeração raspada.
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Também foi condenado por formação de quadrilha e ficou dois anos preso por roubo a banco.

Sobre o período posterior à prisão, a promotoria afirmou: “Após sua saída do sistema prisional, os órgãos policiais e o Ministério Público continuaram a receber recorrentemente informações e notícias de que Claudinei é membro do PCC e que sua fortuna é constituída essencialmente de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”. Trata-se de acusação da promotoria, não de condenação judicial.
Como a candidatura foi aprovada
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a candidatura em 15 de setembro, por 3 votos a 2. O MPE havia contestado o registro com base em jurisprudência que permite rejeitar candidatos vinculados a facções criminosas, mesmo sem condenação definitiva.
O que pode acontecer agora
O recurso do MPE foi protocolado no TSE em 23 de setembro de 2026. Depois de distribuído, o processo aguarda análise e julgamento do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques.
Se o TSE der provimento ao recurso ordinário do MPE, o registro será indeferido retroativamente, e a decisão provocaria a perda do mandato obtido nas urnas. A próxima etapa é o julgamento do recurso pelo TSE.



