Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Nunes Marques diz que só analisará revisão criminal de Bolsonaro após o 2º turno

Segundo a assessoria, relator pretende levar o pedido ao plenário do STF, sem decisão individual. Data depende de Fachin, e fontes divergem sobre parecer da PGR.

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Resumo rápido

  • Nunes Marques não vai analisar a revisão criminal de Bolsonaro antes do 2º turno, informou a assessoria do ministro
  • O relator pretende levar o caso ao plenário do STF, em vez de decidir sozinho
  • Se a sessão for presencial, Edson Fachin define a data; fontes divergem sobre o parecer da PGR

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), não vai analisar o pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do segundo turno das eleições. A informação foi divulgada pela assessoria do ministro nesta quarta-feira (7), que também disse que ele pretende levar o caso ao plenário, e não decidir sozinho.

Segundo a assessoria, Nunes Marques entende que uma decisão agora poderia interferir no processo eleitoral. A análise, porém, não será automática depois da votação: o ministro só avança quando o processo estiver concluso.

“Quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente”

O que a defesa pede

Nunes Marques relata dois pedidos de revisão criminal feitos pelos advogados de Bolsonaro. Eles querem anular a condenação imposta pela Primeira Turma do STF por tentativa de golpe de Estado, com pena de 27 anos e 3 meses de prisão. De acordo com o Estadão, o ex-presidente cumpre a pena em prisão domiciliar por razões de saúde.

Leia também: Lula diz que vai participar de debates no 2º turno contra Flávio Bolsonaro · Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno da eleição

O ministro Kassio Nunes Marques durante cerimônia de posse como presidente do TSE, em Brasília
O ministro Kassio Nunes Marques durante cerimônia de posse como presidente do TSE, em Brasília (foto de arquivo, 12/05/2026) Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Conforme o InfoMoney, o pedido mais recente veio depois de a defesa desistir de uma primeira revisão e inclui a suspensão da execução da pena. O relator mandou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O Correio do Povo, que cita informações do portal R7, diz que a defesa sustenta que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário desde o início, e não numa Turma. Os advogados também questionam a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e dizem que tiveram pouco tempo para examinar as provas.

Quem marca a data do julgamento

Segundo a nota da assessoria, se o julgamento for no plenário presencial, a data depende do presidente do STF, Edson Fachin. Não há data definida.

O blog de Ana Flor, no G1, informa que ministros do Supremo defendem que a revisão seja analisada pelo plenário, e que Fachin tem dito a interlocutores que não demoraria a pautar o tema se Nunes Marques pedisse. O blog afirma ainda que esta seria a primeira revisão criminal da Corte, o que, na avaliação desses ministros, justifica a análise pelo colegiado completo. O segundo turno ocorre no fim de outubro, segundo o blog.

Kassio Nunes Marques durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
Kassio Nunes Marques durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado (imagem ilustrativa) Foto: Senado Federal, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A PGR já se manifestou?

As fontes divergem. A assessoria de Nunes Marques, citada por InfoMoney e Estadão, diz que o caso ainda está pendente de parecer da PGR. O Correio do Povo afirma que a PGR opinou pela rejeição do pedido, com o argumento de que a pena se apoiou em provas sólidas e suficientes. Esse parecer não foi confirmado pelas demais fontes.

Como o plenário pode votar

Na Primeira Turma, votaram pela condenação Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Segundo o G1, o decano Gilmar Mendes também já se disse a favor da condenação, enquanto Luiz Fux votou contra. Para o blog, o resultado no plenário seria incerto.

Nunes Marques foi indicado ao Supremo por Bolsonaro, lembram G1 e Correio do Povo. O próximo passo é a conclusão do processo, com o parecer da PGR, para que o relator possa levar o pedido ao plenário.

Fontes consultadas

InfoMoney — Nunes Marques: revisão criminal de Bolsonaro só será analisada após segundo turno G1 — Ministros do STF indicam a Nunes Marques que revisão criminal de Bolsonaro deve ir a plenário Correio do Povo — Fachin deve levar caso de revisão criminal de Jair Bolsonaro ao plenário Estadão — Nunes Marques diz que levará revisão criminal de Bolsonaro ao plenário do STF, mas só após 2ª turno

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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