A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (29) a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas, litoral do Amapá. A lâmina d’água no local é de 2.886 metros, em área de águas ultraprofundas.
O achado foi comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a estatal, a empresa identificou mais um intervalo com óleo, ou seja, outra camada de rocha reservatório que guarda petróleo, depois de continuar a avaliação de outros níveis de interesse no solo marinho. As duas descobertas anteriores foram anunciadas em agosto e no início de outubro.
O que foi encontrado no poço Morpho?
A presidente da companhia, Magda Chambriard, atribuiu o resultado à insistência técnica da equipe. “Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial”, disse ela.
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As informações divulgadas até agora, porém, não dizem qual é o volume estimado de óleo nem se a área tem viabilidade comercial. Também não informam quanto a empresa gastou na perfuração.
Para onde vai a sonda?
De acordo com a Petrobras, a perfuração e a coleta de dados geológicos já foram concluídas. Falta apenas fechar o poço, etapa que a empresa chama de abandono. Depois disso, o equipamento segue para a Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde a Petrobras vai perfurar a locação Mãe de Ouro.
O que é a Margem Equatorial?
A Margem Equatorial fica entre o Amapá e o Rio Grande do Norte e é a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas. Segundo a Agência Brasil, a Petrobras já perfurou mais de 700 poços na região.
Segundo a companhia, o tipo de óleo e a estimativa de volumes despertam interesse da indústria brasileira e também do mercado internacional. O trabalho no FZA-M-59 está alinhado à estratégia de longo prazo de recompor as reservas com novas áreas de exploração.
O Estadão informa que Magda Chambriard diz apostar em descobertas muito importantes na região para suprir o declínio futuro da exploração no pré-sal.
E o resultado trimestral?
Na quarta-feira (28), a Petrobras informou que a produção média de óleo, LGN (líquido de gás natural) e gás natural no terceiro trimestre de 2026 chegou a 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia. É um recorde da empresa: 11,7% acima do mesmo trimestre de 2025 e 5,3% acima do segundo trimestre deste ano.
A companhia atribuiu o resultado ao desempenho dos navios-plataforma P-78 e P-79, no Campo de Búzios, ao pico de produção do Alexandre de Gusmão, no Campo de Mero, e a um volume menor de perdas por paradas para manutenção. No período, 12 poços produtores entraram em operação: seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
A Petrobras não informou quando começa a nova perfuração em Mãe de Ouro.



