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Haddad, Alckmin e Tebet caminham por Heliópolis em apoio a Lula antes do 2º turno

Ato na maior favela de São Paulo reuniu o vice-presidente e dois ex-ministros no sábado (17); o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro será em 25 de outubro.

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Resumo rápido

  • Alckmin, Haddad e Tebet caminharam com moradores de Heliópolis, na zona sul de SP, na manhã de sábado (17)
  • Campanha de Lula aposta em atos de rua e nas redes após o 1º turno, em que Flávio Bolsonaro ficou à frente
  • Haddad minimizou alarmismo sobre demissões com o fim da escala 6×1 e defendeu que a apuração do caso Master alcance o Judiciário

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) caminhou com moradores de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, na manhã de sábado (17), em ato de apoio à reeleição de Lula. Ao lado dele estavam os ex-ministros Fernando Haddad (PT), da Fazenda, e Simone Tebet (PSB), do Planejamento, segundo o Brasil de Fato. A deputada federal reeleita Tabata Amaral (PSB-SP) também compareceu.

Como foi a caminhada em Heliópolis

O ato se chamou “Heliópolis com Lula – Caminhada por direitos, pela democracia e a soberania do Brasil”. O grupo percorreu as ruas da maior favela da capital paulista com instrumentos de percussão e coros. Um deles dizia: “Trabalhador, olha pra cá, estou na rua pro seu filho estudar!”.

O Brasil de Fato não informou quantas pessoas participaram.

Leia também: Congresso aprova perdão de dívidas de MEIs que pode alcançar 3,6 milhões · PEC da Segurança fica sem data no Senado; Planalto quer esperar o 2º turno

Como a campanha de Lula está nas ruas

Depois do primeiro turno, que deixou Flávio Bolsonaro à frente do presidente, a campanha petista passou a apostar em atos de rua e nas redes sociais, segundo o Brasil de Fato.

Geraldo Alckmin durante declaração à imprensa na sala de coletivas do Palácio Itamaraty, em Brasília
Geraldo Alckmin durante declaração à imprensa na sala de coletivas do Palácio Itamaraty, em Brasília (foto de arquivo, 14/07/2026) Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

No domingo (11), uma multidão se reuniu na avenida Paulista, e Lula discursou de um carro de som. Houve atos também no Rio de Janeiro, em Recife, em Salvador e em cidades menores. Para este domingo (18), estava marcada uma série de mobilizações nas periferias paulistanas.

O que Haddad disse nos últimos dias

Haddad coordena a campanha de Lula em São Paulo, de acordo com o Metrópoles. Na quinta-feira (15), em entrevista ao UOL, ele minimizou o risco de aumento de demissões após a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1. O Senado aprovou o texto na quarta-feira (14), por 75 votos a 1 nos dois turnos.

“Tem muito alarmismo, faz parte do jogo, o alarmismo da parte daqueles que se sentem prejudicados”, afirmou. Ele citou o prazo de transição previsto e disse que “as coisas vão transcorrer normalmente”.

Pelo texto aprovado, a carga semanal atual de 44 horas cai para 42 horas num prazo de até 60 dias depois da promulgação. Um ano mais tarde, chega a 40 horas, sem corte de salário. A escala 5×2 substitui a 6×1: cinco dias trabalhados e dois de folga, em média.

Na segunda-feira (12), em entrevista à GloboNews, Haddad defendeu que as investigações sobre o Banco Master alcancem também o Judiciário. “Eu sou da opinião de que é uma grande oportunidade de passar o país a limpo, incluindo o Judiciário”, disse. Ele afirmou que o governo “não tinha condições de saber até onde iam os tentáculos do Master”. Segundo o Brasil 247, eventuais responsabilidades individuais dependem de provas e da conclusão das investigações.

Fernando Haddad participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília
Fernando Haddad participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília (foto de arquivo, 14/10/2025) Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Na mesma entrevista, Haddad classificou o segundo turno como “apertadíssimo” e não arriscou um resultado.

Haddad volta ao governo federal?

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, reproduzida pelo Brasil 247, Haddad afirmou que ainda não conversou com Lula sobre voltar ao primeiro escalão em um eventual novo governo. Ele perdeu a disputa pelo governo paulista para Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a declaração e não informou quais nomes são cogitados para a Fazenda.

O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) será em 25 de outubro.

Fontes consultadas

Brasil 247 — Haddad: ‘caso Master é oportunidade para passar o país a limpo’ Metrópoles — Haddad diz que ameaças de demissão com fim da escala 6x1 é alarmismo Brasil de Fato — Caminhada pró-Lula na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, reúne Alckmin, Haddad e Tebet Brasil 247 — Haddad diz que não conversou com Lula sobre volta a eventual novo governo

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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