O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) caminhou com moradores de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, na manhã de sábado (17), em ato de apoio à reeleição de Lula. Ao lado dele estavam os ex-ministros Fernando Haddad (PT), da Fazenda, e Simone Tebet (PSB), do Planejamento, segundo o Brasil de Fato. A deputada federal reeleita Tabata Amaral (PSB-SP) também compareceu.
Como foi a caminhada em Heliópolis
O ato se chamou “Heliópolis com Lula – Caminhada por direitos, pela democracia e a soberania do Brasil”. O grupo percorreu as ruas da maior favela da capital paulista com instrumentos de percussão e coros. Um deles dizia: “Trabalhador, olha pra cá, estou na rua pro seu filho estudar!”.
O Brasil de Fato não informou quantas pessoas participaram.
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Como a campanha de Lula está nas ruas
Depois do primeiro turno, que deixou Flávio Bolsonaro à frente do presidente, a campanha petista passou a apostar em atos de rua e nas redes sociais, segundo o Brasil de Fato.

No domingo (11), uma multidão se reuniu na avenida Paulista, e Lula discursou de um carro de som. Houve atos também no Rio de Janeiro, em Recife, em Salvador e em cidades menores. Para este domingo (18), estava marcada uma série de mobilizações nas periferias paulistanas.
O que Haddad disse nos últimos dias
Haddad coordena a campanha de Lula em São Paulo, de acordo com o Metrópoles. Na quinta-feira (15), em entrevista ao UOL, ele minimizou o risco de aumento de demissões após a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1. O Senado aprovou o texto na quarta-feira (14), por 75 votos a 1 nos dois turnos.
“Tem muito alarmismo, faz parte do jogo, o alarmismo da parte daqueles que se sentem prejudicados”, afirmou. Ele citou o prazo de transição previsto e disse que “as coisas vão transcorrer normalmente”.
Pelo texto aprovado, a carga semanal atual de 44 horas cai para 42 horas num prazo de até 60 dias depois da promulgação. Um ano mais tarde, chega a 40 horas, sem corte de salário. A escala 5×2 substitui a 6×1: cinco dias trabalhados e dois de folga, em média.
Na segunda-feira (12), em entrevista à GloboNews, Haddad defendeu que as investigações sobre o Banco Master alcancem também o Judiciário. “Eu sou da opinião de que é uma grande oportunidade de passar o país a limpo, incluindo o Judiciário”, disse. Ele afirmou que o governo “não tinha condições de saber até onde iam os tentáculos do Master”. Segundo o Brasil 247, eventuais responsabilidades individuais dependem de provas e da conclusão das investigações.

Na mesma entrevista, Haddad classificou o segundo turno como “apertadíssimo” e não arriscou um resultado.
Haddad volta ao governo federal?
Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, reproduzida pelo Brasil 247, Haddad afirmou que ainda não conversou com Lula sobre voltar ao primeiro escalão em um eventual novo governo. Ele perdeu a disputa pelo governo paulista para Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a declaração e não informou quais nomes são cogitados para a Fazenda.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) será em 25 de outubro.



