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Seis suspeitos de se passar por motoristas de app são presos em SP por cobrar até o triplo

Operação Caronte da Polícia Civil prendeu os suspeitos na quarta-feira (28), perto do Terminal Rodoviário da Barra Funda; um passageiro do Togo teve as malas retidas após se recusar a pagar cerca de R$ 500.

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Resumo rápido

  • Seis pessoas foram presas na quarta-feira (28) perto do Terminal Rodoviário da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, por suspeita de extorsão.
  • Segundo a polícia, os suspeitos combinavam um preço e depois cobravam mais, com valores que chegavam ao dobro ou ao triplo.
  • Um passageiro do Togo teve as malas retidas após recusar pagar cerca de R$ 500; os pertences foram devolvidos a ele.

A Polícia Civil prendeu seis pessoas na quarta-feira (28) por suspeita de extorquir passageiros perto do Terminal Rodoviário da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Segundo a corporação, os suspeitos se apresentavam como motoristas de aplicativo. A Operação Caronte foi coordenada pela Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur) e veio após cerca de três meses de investigação.

De acordo com a polícia, o grupo procurava passageiros na região da rodoviária e oferecia corridas como se trabalhasse para plataformas de transporte. O preço era combinado antes da viagem. No destino, porém, os suspeitos pediam mais, alegando que o trajeto tinha sido mais longo ou que o deslocamento demorou além do esperado.

Como a cobrança extra funcionava?

A investigação aponta que os envolvidos calculavam os preços com um recurso de fora dos aplicativos de transporte. Por isso, o valor cobrado podia chegar ao dobro ou ao triplo do esperado no início.

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Vista do Terminal Barra Funda, na zona oeste de São Paulo
Vista do Terminal Barra Funda, na zona oeste de São Paulo (imagem ilustrativa) Foto: Sintegrity, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Em alguns casos, segundo a Polícia Civil, os passageiros teriam sido ameaçados e impedidos, por um tempo, de sair do carro até pagar.

Os policiais apreenderam celulares, máquinas de cartão e seis veículos ligados aos investigados. Os carros ficaram retidos por medida administrativa do Departamento de Transportes Públicos (DTP), órgão que participou da operação.

O que aconteceu com as malas de um passageiro do Togo?

Entre os casos investigados está o de um passageiro vindo do Togo, na África Ocidental. Em março deste ano, ele se recusou a pagar cerca de R$ 500 pela corrida e ficou sem as malas. Segundo a polícia, um dos suspeitos admitiu ter ficado com os pertences para pressioná-lo a pagar.

Ao cumprir um mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram as bagagens e os documentos da vítima, que estava em situação de rua. Tudo foi devolvido a ele.

Viatura da Polícia Civil
Viatura da Polícia Civil (foto de arquivo, 04/03/2026) Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Para o delegado divisionário da Deatur, o episódio está entre os resultados mais importantes da ação. “Conseguimos localizar e devolver todos os pertences a uma pessoa que estava em uma situação muito delicada”, afirmou.

Quem foi preso e o que acontece agora?

Os seis foram detidos em flagrante, suspeitos de extorsão e de associação criminosa. Um deles também tinha contra si um mandado de prisão temporária, cumprido na operação. Como são suspeitos, a participação de cada um ainda será esclarecida. A reportagem não encontrou nas informações divulgadas quem faz a defesa dos presos.

A Polícia Civil continua investigando o papel de cada envolvido e busca identificar outras possíveis vítimas. A orientação da corporação é desconfiar de ofertas de transporte feitas fora dos canais oficiais dos aplicativos e conferir os dados do motorista, do veículo e os valores da viagem antes de embarcar.

Fontes consultadas

Agência SP (governo de SP) — Operação da Polícia de SP prende falsos motoristas de aplicativo suspeitos de extorsão no terminal da Barra Funda, na capital g1 SP — Falsos motoristas de aplicativo são presos suspeitos de extorquir passageiros e cobrar até o triplo por corridas em SP

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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