A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2026. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9), em Oslo, pelo Comitê Norueguês do Nobel.
O resultado foi divulgado pelo presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, segundo o g1. De acordo com o Estadão e o Metrópoles, o prêmio reconhece os esforços de Pillay pela paz e pelo direito internacional.
Quem é Navi Pillay
Pillay é jurista sul-africana de origem indiana, segundo o Metrópoles. Entre 2008 e 2014, ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos.
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O que se esperava do prêmio
Antes do anúncio, especialistas ouvidos pela agência Reuters, segundo o g1, previam que a edição deste ano premiasse alguém ou alguma instituição que reforçasse o multilateralismo e novas formas de cooperação, diante da fragmentação internacional.

Entre as pessoas citadas como favoritas por analistas estavam o papa Leão XIV, o jornalista Jimmy Lai, o economista Ilham Tohti, a relatora especial da ONU Francesca Albanese, o premiê canadense Mark Carney e o ativista Mykola Kuleba.
Quanto vale o prêmio
- Medalha de ouro com o perfil de Alfred Nobel, fundador do prêmio
- 12 milhões de coroas suecas, cerca de R$ 6 milhões, segundo o g1
Como o vencedor é escolhido
O Instituto Nobel da Noruega registrou 287 candidatos em 2026: 208 pessoas e 79 organizações. A lista de indicados fica em sigilo por 50 anos, guardada em um cofre no porão do instituto, em Oslo, segundo o g1.
A escolha cabe ao Comitê Norueguês do Nobel, formado por cinco integrantes nomeados pelo Parlamento da Noruega. Segundo o g1, o grupo não tem vínculo com o governo norueguês, e seus membros costumam ser, mas nem sempre, políticos aposentados.
Em 2025, o prêmio foi para a opositora venezuelana María Corina Machado. Segundo a premiação, a escolha reconheceu seu trabalho pelos direitos democráticos do povo da Venezuela e por uma transição pacífica da ditadura para a democracia.



