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JAC Motors pede segunda recuperação judicial com dívida de R$ 239,5 mi

O Grupo SHC, de Sergio Habib, incluiu 44 empresas no pedido, feito cerca de 17 meses após o fim do primeiro processo. A marca tem hoje três lojas físicas no país.

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Resumo rápido

  • O Grupo SHC, que controla a JAC no Brasil, pediu recuperação judicial na terça-feira (6) para renegociar R$ 239,5 milhões em dívidas
  • O pedido abrange 44 empresas. Em 2025, a marca emplacou 988 veículos, queda de 51,1% em relação a 2024
  • A JAC mantém três pontos físicos e 142 oficinas credenciadas; efeitos para garantia, peças e revisões não foram informados

O Grupo SHC, do empresário Sergio Habib, pediu recuperação judicial na terça-feira (6) para renegociar R$ 239,5 milhões em dívidas. O pedido inclui 44 empresas ligadas à operação da JAC Motors no Brasil. A revista Exame antecipou a informação.

Não é a primeira vez. Em novembro de 2018, o grupo entrou com um primeiro pedido, com passivo de R$ 517,7 milhões. Esse processo foi encerrado em maio de 2025.

Quanto o grupo deve e a quem?

Segundo o Canaltech, cerca de 97% dos R$ 239,5 milhões submetidos à recuperação são dívidas com bancos e fundos de crédito. Outros R$ 130,7 milhões não entram no processo, o que elevaria o passivo total para perto de R$ 370 milhões. As dívidas trabalhistas somam cerca de R$ 2,7 milhões.

Leia também: Bancos devem começar a devolver saldo das bets nesta sexta; prazo vai até dia 14 · Galípolo diz à PF que houve demora na fiscalização do Master e reuniões tensas no BC

De acordo com a Exame, o grupo negociava uma nova reestruturação com os credores e tentava manter parte das dívidas fora do processo. Um grande banco teria mais de R$ 100 milhões a receber. Instituições financeiras também teriam dificuldade para encontrar e recuperar veículos oferecidos como garantia de empréstimos.

O que aconteceu com as lojas da JAC?

A marca chegou ao Brasil em 2011 e abriu 50 concessionárias em um único dia. Hoje, segundo o Canaltech, mantém três pontos físicos, em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de 142 oficinas credenciadas.

Depois de uma reportagem da Autoesporte em agosto sobre a saída de modelos de linha, a Motor1 visitou duas unidades da marca em São Paulo. A loja da avenida Gastão Vidigal estava quase vazia, com um funcionário e três exemplares do pequeno elétrico E-JS1. A operação comercial havia sido levada para a sede, no bairro do Limão, zona norte da capital.

Nicolas Habib, filho de Sergio e diretor financeiro do grupo, disse à Motor1 que as vendas passariam a ser feitas pela internet e por telefone. Segundo ele, cerca de 150 oficinas credenciadas cuidariam da manutenção e do pós-venda. O número difere das 142 oficinas citadas pelo Canaltech.

Por que as vendas caíram?

  • 2024: 2.022 emplacamentos
  • 2025: 988 emplacamentos, queda de 51,1%
  • Janeiro a setembro de 2026: 373 unidades, segundo o Canaltech

Segundo a Fenabrave, o mercado total cresceu 2,58% em 2025, enquanto a JAC encolheu. Na primeira recuperação, o grupo atribuiu a crise ao fim da parceria de 28 anos com a Citroën, à retração do mercado e às regras do Inovar-Auto, que elevaram impostos sobre veículos importados.

Na fase mais recente, a marca apostou em elétricos acessíveis, mas perdeu espaço para rivais chinesas mais baratas e modernas. O E-JS1 teve 119 emplacamentos no primeiro semestre de 2026, contra 42.946 do BYD Dolphin Mini no mesmo período. Os modelos E-JS4 e E-J7 saíram de linha, e a JAC passou a priorizar a picape Hunter a diesel.

Nicolas Habib afirmou que a volta do Imposto de Importação de 35% sobre elétricos inviabilizou os preços planejados para o E-JS3, que acabou cancelado. Não há posicionamento do governo sobre essa explicação nos relatos publicados.

O que muda para quem tem um JAC?

Em recuperação judicial, a empresa segue operando enquanto negocia com os credores um plano de pagamento. Não há informação publicada sobre efeitos do pedido na garantia, na oferta de peças ou nas revisões dos veículos.

O SUV de sete lugares JS8 Pro foi prometido pela empresa para meados de novembro. Depois do pedido, o Grupo SHC não deu novos detalhes nem datas para o modelo, e não está confirmado se o lançamento será mantido.

Fontes consultadas

Motor1.com Brasil — Após fechar lojas, JAC Motors entra em segunda recuperação judicial Canaltech — Marca que abriu caminho para carros chineses no Brasil se afunda na crise AutoPapo — De 50 lojas em um dia à 2ª recuperação judicial: o que aconteceu com a Jac no Brasil

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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