O senador Flávio Bolsonaro (PL) atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e poupou o também ministro Nunes Marques em entrevista ao Jornal Nacional, segundo o UOL Notícias. O candidato enfrenta o presidente Lula (PT) neste domingo (18) no primeiro debate presencial do segundo turno.
O UOL não detalha, no trecho disponível, o que Flávio disse sobre cada ministro.
Segundo a Veja, a campanha de Flávio deve voltar a explorar a impopularidade do STF na reta final. A revista ouviu integrantes da campanha, que contaram qual é o plano: mostrar ao eleitorado que ministros vistos como simpáticos a Lula deixaram temporariamente a cena para não atrapalhar o petista.
Leia também: Quem é Adolfo Sachsida, cotado para a Fazenda se Flávio Bolsonaro vencer o 2º turno · Lula e Flávio Bolsonaro fazem primeiro debate direto na Band neste domingo, às 20h
O que a campanha quer dizer sobre o STF?
De acordo com a Veja, o argumento da campanha é que o “sistema” segue articulado para que o Supremo volte a decidir em favor do PT e para que os escândalos do Banco Master não sejam investigados.
A revista afirma que o presidente do STF, Edson Fachin, travou as investigações do Banco Master por receio de interferir nas eleições. Segundo a Veja, os processos estão parados no gabinete dele há mais de um mês.
A reportagem também diz que Fachin travou a discussão sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, citado em mensagens de Vorcaro a Moraes. Teria adiado ainda o desfecho de discussões sobre provas do celular do banqueiro contra integrantes do tribunal. A Veja não traz manifestação de Fachin ou de Moraes sobre esses pontos.
Sobre o clima no tribunal, a revista cita um ministro não identificado: “Após as eleições, muita roupa suja será lavada em público”.
Aliados de Flávio se preocupam com uma soltura em novembro?
O blog de Lauro Jardim, em O Globo, relata que os aliados mais próximos de Flávio estão divididos sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro ser solto em novembro. A hipótese só se concretiza se Nunes Marques pautar o julgamento da revisão criminal do ex-presidente e o plenário decidir nesse sentido.
Os apoiadores mais moderados avaliam que, se Flávio vencer, um Bolsonaro livre pode prejudicar a transição, ao monopolizar as atenções e ofuscar a autoridade e as ações iniciais do presidente eleito. Os bolsonaristas “raiz”, segundo o blog, não dão atenção a essa preocupação.
Quando é o debate?
O encontro começa às 20h deste domingo, na TV Band, em São Paulo, e será transmitido por um pool de veículos. Terá duas horas, três blocos com perguntas de jornalistas e 30 minutos de confronto livre entre os candidatos, segundo o UOL.
Entre os assuntos previstos estão economia, emprego, saúde, educação, segurança pública e questionamentos sobre aliados políticos das duas campanhas. O STF não aparece na lista divulgada.
A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.



