Israel foi às urnas nesta terça-feira (27), e as pesquisas de boca de urna não indicam um vencedor claro. O Likud, partido do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, deve ter o maior número de cadeiras no Knesset, o Parlamento israelense. Mesmo assim, o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot pode somar mais deputados, e nenhum dos lados chega às 61 cadeiras necessárias para formar governo.
Os números mudam de uma emissora para outra. Segundo o Canal 12, o Likud fica com 24 cadeiras, e o Yashar, partido de Eisenkot, com 22. O Canal 11 dá 25 ao Likud e 21 ao Yashar, informa a Folha de S.Paulo.
Quem soma mais cadeiras
Pelo levantamento do Canal 12, o bloco de Eisenkot teria 52 cadeiras, e o de Netanyahu, 50. As legendas árabes apareceriam com 18, número recorde, segundo a CNN Brasil. O Estadão, com base nas projeções dos principais canais, publicou 53 para a oposição, 50 para o grupo de Netanyahu e 17 para os partidos árabes.
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A CNN Brasil informa que, pela projeção do Canal 12, o bloco de Netanyahu cairia de 68 cadeiras, na legislatura anterior, para 50.
Segundo o Estadão, Eisenkot precisaria do apoio de partidos árabes para chegar ao poder, o que o jornal considera improvável. O mesmo texto diz que Netanyahu, apesar da maior bancada, deve ter mais dificuldade para montar um governo.
Por que a boca de urna não decide
Esse tipo de pesquisa ajuda a medir a força relativa dos partidos, mas não é visto como indicador confiável do resultado exato, lembra o Estadão. Ter a maior bancada também não garante o cargo: depois da eleição de 2021, o partido de Netanyahu fez o maior número de cadeiras e não conseguiu formar maioria.
Se o quadro se confirmar, o parlamentar indicado pelo presidente Isaac Herzog pode levar semanas para montar uma coalizão, segundo a Folha. Se ninguém conseguir, novas eleições podem ser convocadas, e Netanyahu seguiria como premiê interino.
Como foi a votação
A Comissão Eleitoral Central informou que a participação chegou a 74,3% às 20h no horário local (15h em Brasília), duas horas antes do fim da votação. É a taxa mais alta para esse horário desde 1988. Houve filas longas, e quem estivesse na fila às 22h poderia votar.
O Likud pediu mais tempo de votação, mas a comissão negou. O Yashar se opôs ao pedido e disse que a iniciativa poderia servir, no futuro, para questionar a legitimidade da eleição. Segundo o Estadão, em cinco cidades onde o Likud teve mais apoio em 2022, a participação estava até dez pontos percentuais abaixo da média nacional, em dados divulgados a pouco mais de três horas do fim da votação.
Mais cedo, Netanyahu pediu que os apoiadores fossem às urnas. “Todos vocês precisam ir em massa às urnas”, disse ele. “Este é um momento decisivo.” O premiê fez campanha com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump.
Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, visitou o kibutz Nir Oz, no sul de Israel, e disse estar convencido de que veria “um novo espírito para o Estado de Israel” ainda naquele dia. A eleição é a primeira desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Quando sai o resultado oficial
A contagem é feita à mão em mais de 12 mil seções, com representantes dos partidos e observadores com câmeras corporais, segundo o Estadão. Depois, as cédulas seguem para centros regionais, onde os resultados são registrados eletronicamente. A divulgação oficial começa horas após o fim da votação, e a conclusão não é esperada antes da tarde de quinta-feira (29).



