A partir de 1º de novembro, o bilhete magnético Edmonson deixa de passar nas catracas do Metrô de São Paulo. Até 31 de outubro, ele ainda funciona nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Quem tiver bilhetes sem uso pode trocá-los por QR Code até 31 de janeiro de 2027, mas só nas estações Paraíso e Tatuapé.
As regras constam de informe da Agência SP, veículo oficial do governo paulista. Segundo a agência, a troca vale apenas para bilhetes que não foram utilizados.
Como fazer a troca?
O atendimento acontece nos guichês de bilheteria em funcionamento nas duas estações, das 6h às 22h. A Paraíso atende as linhas 1-Azul e 2-Verde. A Tatuapé, a Linha 3-Vermelha.
Leia também: Viracopos e aeroporto belga de Liège firmam parceria para atrair voos de carga
Só entram na troca os bilhetes Edmonson do tipo G-01 Unitário, que precisam estar válidos e bem conservados. Não são aceitos cartões com sinais de uso ou de inutilização, como picotes, rasgos ou barras danificadas.
- Até 10 bilhetes: a troca é feita na hora, no momento do pedido.
- Mais de 10 bilhetes: os cartões são entregues para análise e validação. É preciso apresentar documento oficial de identificação e informar telefone ou e-mail para contato.
- Retirada dos QR Codes: nesses casos, o passageiro é avisado da data em que pode buscá-los.
Quais outras formas de pagar a passagem?
Com a retirada definitiva do bilhete magnético, a Agência SP cita como alternativas o Bilhete Único, o cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code, impressos ou digitais.
Os QR Codes são vendidos nas bilheterias e nas máquinas de autoatendimento das estações. Também podem ser comprados pelo aplicativo TOP e pelo WhatsApp, no número (11) 3777-9456. As máquinas passaram a aceitar Pix, além do cartão de débito.
Outra opção é pagar direto na catraca, por aproximação, com cartão de crédito ou débito, físico ou virtual, das bandeiras Visa, Mastercard e Elo. Celulares, relógios inteligentes e outros aparelhos com carteira digital também servem.
Por que o Edmonson está saindo de circulação?
Segundo a Agência SP, o fim do bilhete faz parte da modernização dos meios de acesso ao sistema. O Edmonson é usado no Metrô paulistano desde 1974, ano do início da operação comercial. O nome homenageia o inglês Thomas Edmondson, que criou no século XIX bilhetes ferroviários de papel numerados.
De acordo com a agência, o cartão mede 6,5 por 3 centímetros e teve mais de 30 edições especiais. Foram produzidos mais de 13,7 bilhões de bilhetes ao longo da história. Os primeiros exemplares magnéticos e os equipamentos de leitura foram importados da França. Depois, a fabricação passou para a Casa da Moeda e, em seguida, para fornecedores na Argentina.
A Agência SP não informou se haverá nova troca depois de janeiro de 2027. O atendimento nos guichês de Paraíso e Tatuapé começa em 1º de novembro.



