Um Cessna 152 de uma escola de aviação fez um pouso forçado em campo aberto, na divisa de Americana com Nova Odessa (SP), na tarde de quinta-feira (5). O avião terminou de rodas para cima, mas o instrutor e o aluno que estavam a bordo não se feriram, segundo o Aeroporto de Americana.
O que levou à emergência não foi confirmado oficialmente.
Como foi o pouso forçado
Em nota, a escola afirmou que o pouso aconteceu fora da pista. De acordo com a empresa, a aeronave passou por uma valeta quando já estava parando, e o relevo do terreno fez o bico ceder. O avião virou.
Leia também: Marcola contesta acusação do MP na Operação Vérnix, que prendeu Deolane Bezerra · Wepink abre loja de rua no Centro de São Bernardo do Campo, na Marechal Deodoro
A EPTV, afiliada da TV Globo, apurou no local que o avião decolou com os dois ocupantes e teria sofrido uma pane no motor. A nota da escola não explica por que o pouso foi feito fora da pista.
O morador Miguel Donaire Coca contou ao g1 que ouviu um estrondo por volta das 16h e pensou que fosse um trem. Ao sair de casa, encontrou o avião no chão e os dois ocupantes tentando sair. Ele descreveu o estado dos dois:
“Estavam muito tremendo, o piloto e o aluno. Estavam com muito medo.”
Miguel disse que ofereceu água e perguntou se os dois precisavam de ajuda. Eles recusaram e responderam que já ligavam para o dono do avião. Segundo o morador, também relataram que “perdemos alguma coisa do motor” e que levaram o avião para o meio da roça. É o relato de uma testemunha, sem confirmação oficial.
Ele disse ainda que temeu uma explosão e que nunca tinha visto ocorrência parecida ali, embora esteja acostumado com aviões passando por causa do aeroporto.

Que avião era
O monomotor tem prefixo PR-WDA e é operado pela Sierra Bravo Aviation Escola de Aviação Civil, conforme o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O cadastro indica que ele foi fabricado em 1977, tem capacidade para duas pessoas e pertence à B&C Administradora de Ativos Ltda.
No site da escola, o modelo aparece como o usado nas etapas iniciais dos cursos de piloto privado, piloto comercial e instrutor de voo.
Quem investiga o caso
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que acionou uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Os técnicos vão examinar os danos sofridos pelo avião e levantar informações sobre o que pode ter contribuído para a ocorrência.
Segundo o g1, a apuração pode resultar em recomendações para evitar novos acidentes. Não há prazo divulgado para a conclusão.
Outro pouso forçado no interior paulista
Na segunda-feira (2), um Cessna 210L pousou em um pasto em Itatiba (SP) com seis pessoas a bordo: o piloto, três adultos e duas crianças, segundo a Defesa Civil do município. Ninguém precisou de atendimento médico.
A Rede VOA, que administra o Aeroporto de Jundiaí, destino do voo, informou que o avião saiu de Pará de Minas (MG) e ficou sem combustível. Nenhuma das fontes aponta ligação entre esse caso e o de Americana.
Em Americana e Nova Odessa, o próximo passo é a análise do Cenipa sobre a aeronave. A escola informou que só fará a manutenção depois que o órgão liberar o avião.



