As três principais entidades da imprensa brasileira divulgaram nota conjunta na noite de quinta-feira (1º) com críticas duras às decisões judiciais que levaram a TV Globo a cancelar o último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) disseram ter “profunda indignação” com a intervenção.
O que diz a nota
Para as entidades, a interferência “não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada”. “É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, afirma o texto.
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A nota termina dizendo que “os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”.
As decisões que derrubaram o debate
- TSE: a ministra Estela Aranha atendeu a pedido da coligação do presidente Lula (PT), que não iria ao debate, e proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome dele. Também vetou que os outros candidatos dirigissem perguntas ao presidente ausente. Segundo a Globo, os dois pontos constavam das regras assinadas por todos os partidos, inclusive o PT.
- STF: o ministro Gilmar Mendes mandou incluir Renan Santos, do Missão, que não tinha sido convidado. A lei obriga as emissoras a chamar candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso, e o Missão tem um.
Com as mudanças a poucas horas do programa, a Globo alegou insegurança jurídica e cancelou o debate. No horário, Lula deu entrevista ao Flow Podcast.
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