Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Eleições 2026

Abert, ANJ e Aner veem “agressão à liberdade de imprensa” em decisões que derrubaram debate da Globo

Em nota conjunta, as entidades de rádio, TV, jornais e revistas manifestaram "profunda indignação" e disseram que "excessos judiciais" tiraram dos eleitores o último debate antes do 1º turno.

Resumo rápido

  • As associações de emissoras (Abert), jornais (ANJ) e revistas (Aner) se solidarizaram com a TV Globo e falaram em "agressão à liberdade de imprensa".
  • A ministra Estela Aranha, do TSE, a pedido da coligação de Lula, vetou o púlpito vazio e perguntas ao presidente; Gilmar Mendes, do STF, mandou incluir Renan Sa
  • Para as entidades, as decisões impuseram obrigações "sem previsão em lei" e desrespeitaram regras acordadas havia meses com os partidos, inclusive o PT.

As três principais entidades da imprensa brasileira divulgaram nota conjunta na noite de quinta-feira (1º) com críticas duras às decisões judiciais que levaram a TV Globo a cancelar o último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) disseram ter “profunda indignação” com a intervenção.

O que diz a nota

Para as entidades, a interferência “não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada”. “É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, afirma o texto.

Leia também: Globo cancela debate presidencial a 3 dias do 1º turno após decisões judiciais

A nota termina dizendo que “os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”.

As decisões que derrubaram o debate

  • TSE: a ministra Estela Aranha atendeu a pedido da coligação do presidente Lula (PT), que não iria ao debate, e proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome dele. Também vetou que os outros candidatos dirigissem perguntas ao presidente ausente. Segundo a Globo, os dois pontos constavam das regras assinadas por todos os partidos, inclusive o PT.
  • STF: o ministro Gilmar Mendes mandou incluir Renan Santos, do Missão, que não tinha sido convidado. A lei obriga as emissoras a chamar candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso, e o Missão tem um.

Com as mudanças a poucas horas do programa, a Globo alegou insegurança jurídica e cancelou o debate. No horário, Lula deu entrevista ao Flow Podcast.

Os candidatos que tinham confirmado presença lamentaram o cancelamento. Veja mais detalhes em Globo cancela debate presidencial a 3 dias do 1º turno após decisões judiciais.

Fontes consultadas

Super Rádio Tupi — Associações de imprensa condenam mudança judicial nas regras do debate da Globo Revista Oeste — Entidades de imprensa criticam decisões judiciais que cancelaram debate da Globo Times Brasil — Entidades veem 'agressão à liberdade' em debate cancelado g1 — Associações de imprensa manifestam profunda indignação com intervenção judicial em regras do debate da Globo

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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