O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (13) que ainda há R$ 5,79 bilhões em valores esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. Quase 24 milhões de pessoas têm direito a resgatar esse dinheiro, de acordo com o balanço, que considera os valores contabilizados até agosto.
Para saber se tem algo a receber, a consulta é feita no site oficial valoresareceber.bcb.gov.br, o Sistema Valores a Receber (SVR). O serviço é gratuito.
Como consultar se você tem dinheiro esquecido
O sistema mostra valores de pessoas físicas, inclusive falecidas, e de empresas. Pessoa física informa CPF e data de nascimento. Empresa informa CNPJ e data de abertura.
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Para apenas consultar, não é preciso fazer login, segundo a reportagem do Estadão. Se houver saldo, o próximo passo é clicar em “Acessar o SVR”.
Como pedir a devolução
Para solicitar o valor, é preciso entrar com a conta gov.br no nível prata ou ouro e com a verificação em duas etapas ativada, conforme o portal gov.br.
- Escolha uma chave Pix no sistema e informe os dados pedidos.
- Guarde o número de protocolo para falar com a instituição, se precisar.
- A instituição pode devolver o valor por TED para a conta ligada à chave e tem até 12 dias úteis para isso, segundo o Estadão.
- Sem chave Pix, é preciso combinar a devolução direto com a instituição pelo telefone ou e-mail informado por ela. Nesse caso, o prazo de 12 dias úteis não é obrigatório. Também é possível criar uma chave e voltar ao sistema.
O BC também criou a solicitação automática de resgate, exclusiva para pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF. A adesão é opcional.
E se o dinheiro for de pessoa falecida ou de empresa encerrada?
Para consultar valores de pessoa falecida, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, e aceitar um termo de responsabilidade. No caso de empresa encerrada, só o representante legal tem acesso.
Nesses casos, o pedido não é feito pelo sistema. A pessoa deve procurar a instituição para combinar a apresentação dos documentos. Segundo o gov.br, não há prazo para a devolução.
Por que o valor caiu de R$ 10,6 bi para R$ 5,79 bi?
Em março, segundo o BC, havia R$ 10,6 bilhões esquecidos. Parte desse montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas, informou o g1.
No início de maio, o governo anunciou o uso de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões desses recursos. No fim de maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias aos bancos. Parte desse fundo cobrirá eventual calote de quem tomar crédito no programa.
O g1 também informou que o Tribunal de Contas da União (TCU) apura o uso de recursos para programas federais fora do orçamento. Como esse dinheiro não passa pelo orçamento, fica fora do limite de gastos, que permite crescimento de até 2,5% ao ano acima da inflação. Se entrasse no orçamento, o governo teria de bloquear o mesmo valor em outras despesas livres, o que seria mais difícil em ano eleitoral.
Como evitar golpes
O BC não envia links, não liga e não pede confirmação de dados pessoais para tratar de valores a receber. Só a instituição que aparece no sistema pode entrar em contato, e ela nunca pede senha. Todos os serviços do SVR são gratuitos, e a orientação oficial é não fazer nenhum pagamento para ter acesso aos valores.
As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com dois meses de defasagem, segundo o Estadão.



