Quem paga com Pix por aproximação deixou de ter, desde esta quinta-feira (1º), o limite de R$ 500 por transação. O Banco Central (BC) acabou com o teto específico da modalidade, e o valor máximo agora é ajustado entre o cliente e o banco.
Isso não libera pagamentos de qualquer valor. Não existe um novo teto nacional no lugar do antigo: vale o limite de cada conta, dentro das regras de segurança da instituição.
O que muda no Pix por aproximação a partir desta quinta
Antes da mudança, nenhuma compra feita ao encostar o celular na maquininha podia passar de R$ 500. Agora, uma compra de R$ 600, ou mesmo de R$ 1 mil, pode ser paga por aproximação, desde que o limite da conta permita, segundo a Agência Brasil.
A regra está na Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo BC em junho. Ela também alcança:
- pagamentos por QR Code;
- transações feitas com chaves de acesso;
- operações do Open Finance, o sistema de compartilhamento de dados entre instituições financeiras, iniciadas pela chamada jornada sem redirecionamento (JSR).
Como aumentar ou reduzir o limite
O pedido é feito no aplicativo do banco. A instituição deve oferecer ali uma ferramenta para o cliente controlar quanto pode pagar nessa modalidade, tanto para aumentar quanto para diminuir o valor.
O caminho dentro do app muda de banco para banco. As regras de segurança da conta continuam valendo em qualquer caso.
Como usar o Pix por aproximação
A modalidade existe desde fevereiro de 2025. Funciona com NFC, a tecnologia que faz o celular se comunicar com a maquininha sem que seja preciso digitar dados.
- Pelo app do banco: o pagamento pode ser feito direto no aplicativo da instituição.
- Por carteira digital: antes, é preciso vincular a conta bancária a uma carteira compatível. Depois disso, o uso lembra o de um cartão salvo no celular.
- Autenticação: conforme os ajustes do banco e da carteira, pode ser preciso confirmar a operação antes de concluí-la.
É seguro pagar valores maiores por aproximação?
O fim do teto não desliga os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas, de acordo com a Agência Brasil.
Há um cuidado extra, porém. Em algumas situações, o celular conclui o pagamento sem abrir o aplicativo do banco. Por isso, a recomendação é checar o valor e as informações de quem está cobrando antes de confirmar.
Quanto o Pix por aproximação é usado
Ainda pouco. Em agosto, a modalidade somou 2 milhões de transações, 0,06% de todas as operações de Pix no mês. No mesmo período, o sistema, criado pelo BC em 2020, movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em cerca de 8,11 bilhões de transações.
O uso por aproximação, no entanto, cresce. Em janeiro, tinham sido 1,06 milhão de operações.



