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Dia das Crianças 2026: preço de brinquedo varia até 214%; veja cuidados e direitos na compra

Procon-SP achou diferenças grandes entre lojas on-line; CNC prevê R$ 9,27 bilhões em vendas e aponta alta de 7,1% nos brinquedos em um ano

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Resumo rápido

  • Pesquisa do Procon-SP em 97 brinquedos achou 66 com diferença de preço acima de 50% entre sites; a maior foi de 214%.
  • A CNC projeta R$ 9,27 bilhões em vendas no Dia das Crianças, alta de 1,8%, com brinquedos 7,1% mais caros na sua cesta.
  • Selo do Inmetro, faixa etária, nota fiscal e o prazo de 7 dias para desistir de compras on-line são os pontos de atenção.

Um mesmo brinquedo pode custar mais que o triplo dependendo da loja on-line, a poucos dias do Dia das Crianças, que cai na segunda-feira (12). A pesquisa anual do Procon-SP comparou 97 itens em sete sites e encontrou variação acima de 50% em 66 deles. A maior diferença, de 214,41%, foi no jogo Monopoly Grab & Go, da Hasbro, vendido a R$ 22,90 num endereço e a R$ 72,00 em outro.

O levantamento foi feito com IP da capital paulista em 15 e 16 de setembro e só incluiu produtos vendidos em pelo menos três lugares, segundo o órgão.

Quais brinquedos tiveram as maiores diferenças de preço?

Além do jogo da Hasbro, o Procon-SP destacou estas variações entre sites:

  • Boneco Lucas Neto (Baby Brink): de R$ 99,98 a R$ 279,90, diferença de 180%;
  • Jogo de cartas Uno (Mattel): de R$ 16,73 a R$ 40,28, diferença de 141%;
  • Super Massa Brincando na Escola com Livro (Estrela): de R$ 31,07 a R$ 72,89, quase 135%;
  • Boneco do Homem-Aranha Miles Morales (Hasbro): de R$ 59,95 a R$ 132,00, diferença de 120%.

As equipes do órgão também coletaram preços em 55 lojas físicas espalhadas por 11 cidades paulistas do interior e do litoral, como Campinas, Santos, Ribeirão Preto e Sorocaba. Os relatórios completos estão no site do Procon-SP.

Brinquedo ficou mais caro ou mais barato em 2026?

Depende da régua. Na comparação de 72 itens que estavam tanto na pesquisa de 2025 quanto na de 2026, o Procon-SP encontrou queda de 6,85% no preço médio nos sites pesquisados, enquanto o IPC-SP da Fipe subiu 3,55% no mesmo período.

Mulher olha caixas de brinquedos em prateleiras de vidro
Visitante observa brinquedos expostos na Feira Internacional de Brinquedos, em São Paulo (foto de arquivo, 10/03/2025) Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que acompanha uma cesta de 11 grupos de produtos e serviços associados à data, calcula alta de 7,1% nos brinquedos na comparação com a data de 2025. Na mesma cesta, chocolates subiram 19,3%, videogames 11,2% e lanches 8%; roupas ficaram em torno de 4%. A cesta inteira avançou 6,7%, abaixo dos 8,9% do ano anterior.

As duas medições usam métodos e amostras diferentes: a do Procon-SP compara preços de produtos específicos em lojas on-line, e a da CNC olha a inflação de categorias inteiras. Na prática, o recado é o mesmo: pesquisar antes de pagar faz diferença.

Quanto o comércio espera vender?

A CNC projeta movimentação de R$ 9,27 bilhões no varejo, 1,8% acima dos R$ 9,11 bilhões de 2025. A data segue como a quarta mais importante do calendário do comércio, segundo a entidade.

As lojas de artigos pessoais e domésticos, categoria em que entram os brinquedos, devem responder por 39% das vendas (R$ 3,62 bilhões). Hiper e supermercados vêm depois, com 28% (R$ 2,63 bilhões), seguidos por vestuário e acessórios, com R$ 1,35 bilhão.

O freio, de acordo com a confederação, é o crédito caro. A taxa média de juros para o consumidor está em 61,7% ao ano, 82% das famílias estão endividadas, o maior nível da série iniciada em 2010, e 29,9% têm contas em atraso.

O que conferir antes de comprar o presente

O Procon-SP lista alguns cuidados para a compra de brinquedos:

Caminhões de bombeiro e guindastes de brinquedo expostos em feira
Caminhões de brinquedo em estande da Feira Internacional de Brinquedos, em São Paulo (foto de arquivo, 10/03/2025) Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
  • Selo do Inmetro: deve vir acompanhado da identificação do organismo certificador credenciado;
  • Embalagem completa: fabricante, CNPJ, endereço, importador (quando houver), faixa etária, riscos e instruções;
  • Idade da criança: para menores de 3 anos, nada de peças pequenas que possam ser engolidas;
  • Acabamento: verificar rebarbas, pontas, peças soltas e partes que quebram com facilidade;
  • Atenção extra: brinquedos muito barulhentos, produtos que imitam alimentos e fantasias de material que pega fogo com facilidade.

Como evitar brinquedo falsificado

Brinquedos estão entre os itens que mais sofrem falsificação, alerta o Procon-SP, e há casos de selo do Inmetro falso. Preço muito abaixo do mercado, descrição vaga e anúncios de “réplica”, “similar” ou “equivalente” são sinais de alerta. A orientação é dar preferência a lojas e vendedores conhecidos e redobrar o cuidado com ambulantes.

Nas compras on-line, o órgão recomenda checar CNPJ, endereço físico e telefone do vendedor, ler avaliações de outros clientes e conferir prazo de entrega, para o presente não chegar depois do dia 12.

Posso trocar ou devolver o brinquedo?

Depende de onde e por que. Compras feitas fora da loja física, como pela internet, podem ser canceladas em até sete dias, contados da compra ou do recebimento, pelo direito de arrependimento do Código de Defesa do Consumidor.

Em caso de defeito de fabricação, a empresa tem prazo de 30 dias para consertar. Se não resolver, o consumidor escolhe entre troca, abatimento no preço ou devolução do dinheiro. Por isso a nota fiscal deve ser pedida e guardada. Troca só porque a criança não gostou, em loja física, depende da política da loja; as regras para presentes estão no nosso guia de troca de presentes e direitos do consumidor.

Como a data cai no feriado de Nossa Senhora Aparecida, o horário de lojas e shoppings na segunda varia de cidade para cidade; veja o que diz a lei sobre comércio e bancos no feriado de 12 de outubro. Em caso de problema com a compra, a reclamação pode ser registrada no Procon do estado ou na plataforma consumidor.gov.br.

Fontes consultadas

Procon-SP — Dia das Crianças: Maioria dos preços dos brinquedos varia mais de 50%, constata Procon-SP Procon-SP — Dia das Crianças: Procon-SP orienta sobre segurança na compra de brinquedos e alerta contra falsificados CNC (Portal do Comércio) — CNC: vendas no varejo para o Dia das Crianças devem chegar a R$ 9,27 bilhões em 2026

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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