Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Aneel adia decisão sobre caducidade da concessão da Enel SP

Duas diretoras votaram por recomendar a caducidade ao MME, e Gentil Nogueira pediu vista. Indenização à distribuidora pode chegar a R$ 15 bilhões, diz estimativa.

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Resumo rápido

  • A Aneel adiou na terça-feira (6) a decisão sobre a caducidade da Enel SP: duas diretoras votaram a favor e Gentil Nogueira pediu vista
  • TCU deu 60 dias para MME e Aneel apresentarem cronograma de continuidade do serviço após junho de 2028; prazo do MME vai a 27 de novembro
  • Indenização por investimentos não amortizados pode ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, estimou Gentil Nogueira

A diretoria da Aneel adiou na terça-feira (6) a conclusão do julgamento sobre a recomendação de caducidade da concessão da Enel SP ao Ministério de Minas e Energia (MME). Duas diretoras votaram a favor, e o diretor Gentil Nogueira pediu vista do processo.

A diretora Agnes da Costa, relatora do caso, votou por recomendar a caducidade ao MME e foi acompanhada pela diretora Ludimila Lima. Com o pedido de vista, o julgamento não foi concluído.

Qual o prazo para definir o futuro do serviço

No mesmo dia, o MME formalizou à Aneel um pedido para indicar um ponto focal e iniciar trabalhos conjuntos sobre a continuidade da distribuição de energia em São Paulo depois do fim da concessão, em junho de 2028. O ministério afirma que a atuação conjunta não antecipa decisões sobre o contrato.

A articulação atende a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU): MME e Aneel têm 60 dias para apresentar, em conjunto, um cronograma detalhado das ações para garantir o serviço, com as justificativas técnicas. Pela contagem do ministério, o prazo termina em 27 de novembro.

O ofício do MME pede que a Aneel indique em cinco dias um representante para falar pela agência com o ministério. Segundo o documento, os trabalhos devem começar imediatamente.

Quanto custa tirar a Enel de São Paulo

Segundo estimativa apresentada pelo diretor Gentil Nogueira, a indenização pelos investimentos ainda não amortizados pode ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.

O cálculo definitivo ainda não foi feito. A apuração terá de considerar os ativos reversíveis não amortizados e os valores que eventualmente possam ser abatidos. Segundo a revista Veja, o montante também não significa necessariamente que o governo precise pagar diretamente.

Leilão de contratação de concessões do serviço público de transmissão de energia elétrica da Aneel na B3
Leilão de contratação de concessões do serviço público de transmissão de energia elétrica da Aneel na B3 (foto de arquivo, 15/12/2023) Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em setembro, o TCU recomendou que Aneel e MME avaliem, antes de uma eventual caducidade, o custo da indenização, o impacto tarifário e o risco para o sistema de distribuição. O tribunal também pediu estudos para uma nova licitação.

Quais são as alternativas para a concessão

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, disse que será preciso avaliar a permanência do atual operador, a transferência de controle da concessionária ou uma nova licitação.

A recomendação de caducidade pela agência não encerra automaticamente a concessão. A decisão cabe ao MME, como poder concedente. A Enel SP atende cerca de 8,5 milhões de consumidores na região metropolitana de São Paulo, a maior operação de distribuição do país.

Como chegou até aqui

O processo de caducidade foi aberto depois de sucessivos procedimentos de fiscalização e de medidas da Aneel diante de falhas na prestação do serviço. Segundo a Veja, a área técnica da agência apontou o “esgotamento da eficácia das medidas sancionatórias possíveis”.

Em agosto, a diretoria negou o pedido da Enel SP por perícia técnica sobre eventos climáticos extremos e encerrou a fase de instrução. No fim de setembro, a agência rejeitou o pedido de reconsideração apresentado pela concessionária.

Durante a discussão, Feitosa criticou a estratégia da Enel SP no processo, incluindo questionamentos sobre dirigentes, procedimentos e metodologias da agência. Ele disse que a Aneel vem sendo cobrada pelos governos federal, estadual e municipal e defendeu a atuação da agência na fiscalização.

Após o pedido de vista, Feitosa demonstrou preocupação com os prazos da determinação do TCU e disse que procuraria o MME para discutir os encaminhamentos. A Aneel deve indicar seu representante ao ministério em até cinco dias, e o cronograma conjunto está previsto para 27 de novembro.

Fontes consultadas

MegaWhat — MME e Aneel avançam em plano para futuro da concessão da Enel SP VEJA — A conta de até R$ 15 bilhões por trás da possível saída da Enel de São Paulo

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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