Gralber Compri, apontado como integrante da liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta quarta-feira (7) no Guarujá, no litoral paulista. Foragido da Justiça, ele foi localizado dentro de uma academia de ginástica, na região da Enseada.
A prisão envolveu a Polícia Militar (PM) e a Polícia Federal (PF). Segundo a nota da PM, o trabalho só foi possível por causa do levantamento de dados feito pela PF.
Quem é o preso
Compri era procurado por um mandado de prisão ligado à Operação Hauler, deflagrada pela PF em Araraquara (SP). De acordo com o relato da imprensa local, o esquema de lavagem de dinheiro investigado movimentou mais de R$ 74 milhões.
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Ele foi condenado em definitivo a 17 anos e 13 dias de prisão, a ser cumpridos inicialmente em regime fechado, e ao pagamento de 46 dias-multa. Os crimes são lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Como foi a prisão
O mandado foi cumprido pela Base Avançada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santos (BASTS/FICCO/SP), com apoio do Comando de Operações Especiais da PM paulista (COE/PMESP). Os relatos divergem sobre a tropa envolvida: um deles cita o 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (21º BPM/I) como responsável pela abordagem.
Na abordagem, o homem exibiu documentos de identificação falsos, numa tentativa de esconder quem era. Por isso, foi autuado em flagrante por uso de documento falso. Segundo a PM, ele também portava dois celulares, e sua identidade verdadeira foi confirmada por perícia.
O que acontece agora
- O preso foi levado à Delegacia de Polícia Federal em Santos (SP), onde passou pelas providências de polícia judiciária.
- Ele permanece à disposição da Justiça.
- Não foi informada data para transferência ou audiência.
A defesa de Compri não se manifestou publicamente até o momento. A ligação dele com a cúpula do PCC consta como apontamento das autoridades.
A Operação Hauler foi deflagrada em setembro de 2025 pela PF, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Ribeirão Preto. Ela apura um esquema de lavagem de dinheiro destinado a financiar organizações criminosas que atuam no estado de São Paulo.



