A Receita Federal começou a enviar cartas a 498.487 contribuintes cuja declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 ficou retida na malha fina. O envio começou na segunda-feira (5) e segue em lotes semanais até 20 de outubro, para contribuintes de todo o país.
A ação faz parte do Projeto Cartas 2026, iniciativa anual do órgão para incentivar a correção espontânea das declarações. A ideia é que o próprio contribuinte resolva as pendências antes de receber uma intimação ou notificação formal.
Até quando vale o prazo de 20 de outubro?
A data marca o fim do envio das cartas. A orientação da Receita é que a correção seja feita antes de eventual intimação ou notificação.
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Quem ainda não recebeu a carta pode consultar a situação da declaração diretamente no sistema da Receita.

Como saber se minha declaração está na malha fina?
A consulta é feita no serviço Meu Imposto de Renda, que pode ser acessado pelo site da Receita ou pelo aplicativo, em celulares com iOS e Android. O acesso exige conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro.
Uma declaração com problema aparece com o status “Com Pendência”. Ao abrir a informação, o contribuinte vê o motivo da retenção e as orientações para resolver.
O que fazer se houver erro na declaração?
A Receita recomenda checar se os valores declarados estão corretos e se há documentos que comprovem cada informação. Encontrado um erro ou uma omissão, o caminho é enviar uma declaração retificadora.
A retificadora pode ser feita pelos canais digitais do órgão, sem comparecer a uma unidade da Receita. Segundo o Fisco, corrigir antes de uma intimação reduz o risco de multa e de atraso na restituição.

Se a declaração estiver correta e os documentos estiverem guardados, a orientação é não alterar nada. Basta manter a documentação e aguardar uma eventual solicitação da Receita.
Quais erros mais levam à malha fina?
A Receita citou falhas frequentes nas declarações:
- deixar de informar rendimentos recebidos de forma pontual durante o ano-calendário;
- não incluir rendimentos recebidos por um dependente;
- omitir rendimentos de aposentadoria quando o titular ou o dependente recebe de mais de uma fonte pagadora;
- errar o ano, o valor ou o enquadramento de despesas médicas, como declarar quantia diferente da paga ou incluir gasto que não é dedutível nessa categoria.
O órgão também chamou atenção para o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL). Segundo a Receita, esse plano não é considerado previdência privada para fins de dedução e, por falta de previsão legal, não pode reduzir a base de cálculo do imposto.
Os envios seguem em lotes semanais até 20 de outubro, e a situação da declaração pode ser conferida a qualquer momento no Meu Imposto de Renda.



