Estudantes secundaristas e universitários foram às ruas de capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Goiânia na noite de quarta-feira (7). Os atos defenderam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fazem parte da campanha lançada pela União Nacional dos Estudantes (UNE).
No Rio, a passeata partiu da Igreja da Candelária, seguiu pela Avenida Rio Branco e terminou na Cinelândia, no centro. O ato foi convocado pela UNE. Segundo a CNN Brasil, imagens publicadas nas redes sociais mostram que a manifestação reuniu milhares de pessoas.
Quem organiza e o que a UNE quer
A diretoria da UNE aprovou na terça-feira (6) a campanha “Estudantes com Lula pelo futuro do Brasil”. O plano prevê assembleias e plenárias nas instituições de ensino. Diretórios e centros acadêmicos também foram orientados a promover atividades em praças, bairros, periferias e estações de transporte.
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A presidente da entidade, Bianca Borges, afirmou que a mobilização vai continuar durante todo o segundo turno:
“A partir de agora é estado permanente de mobilização. Os estudantes serão decisivos para reeleger Lula. Não sairemos das ruas!”
A UNE sustenta que a eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seria uma ameaça à democracia e a direitos ligados a emprego, renda, alimentação, educação e ciência. A entidade também quer se aproximar de eleitores indecisos e tentar mobilizar quem não foi votar no primeiro turno.
Quais são as pautas dos estudantes
Junto com o apoio a Lula, os manifestantes levaram reivindicações de educação e de direitos sociais:

- mais investimento no ensino público;
- continuidade do Pé-de-Meia, programa de incentivo à permanência nos estudos;
- fortalecimento de universidades e institutos federais, com orçamento “à altura de suas necessidades”, segundo nota da UNE;
- fim da escala de trabalho 6×1.
Os cartazes no Rio misturaram apoio a Lula, críticas ao bolsonarismo e defesa da soberania nacional. Entre as frases exibidas estavam “Fora Bolsonaro”, “Lula presidente” e “O Brasil não é quintal de ninguém”.
O estudante de literatura João Victor Vieira, de 20 anos, disse à agência espanhola EFE: “Se Bolsonaro vencer, o Brasil se tornará uma colônia dos Estados Unidos.”
Onde foram os outros atos
Em Salvador, estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) se reuniram na Faculdade de Educação, no Canela, e caminharam até o Largo da Vitória. A passagem do grupo bloqueou o trânsito perto do viaduto do Canela.
A UNE planeja novos atos em Teresina, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Maceió, Recife e Vitória, segundo a CNN Brasil. O Correio Braziliense informa que há mobilizações previstas em ao menos 16 estados e no Distrito Federal.
Como foi o primeiro turno
O primeiro turno foi realizado em 4 de outubro. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% (56.104.503 votos), e Lula teve 45,16% (53.879.538 votos). A diferença é de 1,87 ponto percentual.
Qual é a agenda até a votação
Nesta quinta-feira (8), está prevista uma plenária estudantil em Natal, no Rio Grande do Norte, antes de um ato com a participação de Lula na Praça Cívica, segundo o Correio Braziliense. No Distrito Federal, há uma atividade marcada para o Pátio da Faculdade de Direito da UnB, sem horário divulgado.
- Terça-feira (13), às 16h: ato no Museu da República, em Brasília;
- 25 de outubro: segundo turno da eleição presidencial.



