Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro defende fim da reeleição e diz que Congresso definirá mandato de 4 ou 5 anos

Candidato do PL afirma ser autor de PEC e quer que a mudança valha já no seu governo, se eleito. Aprovação exige 308 votos na Câmara e 49 no Senado.

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Resumo rápido

  • Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta quinta-feira (8) o fim da reeleição e quer que a regra valha já para o seu eventual mandato
  • A duração do mandato, de 4 ou 5 anos, ficaria a cargo do Congresso, segundo o candidato
  • A PEC precisa de 308 votos na Câmara e 49 no Senado; o PL começaria 2027 com 121 deputados e 28 senadores, segundo a CartaCapital

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu nesta quinta-feira (8) o fim da reeleição. Ele disse que, se for eleito, quer que a mudança já valha para o seu próprio mandato. A duração do período, hoje de quatro anos, ficaria a cargo do Congresso, que decidiria entre quatro ou cinco anos.

Flávio disputa o segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação está marcada para 25 de outubro. A declaração foi dada depois que o Podemos formalizou apoio à candidatura dele.

O que Flávio propõe

Flávio afirmou que é autor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema e que a assinou. Segundo ele, se vencer, vai usar o “capital político” de um presidente recém-eleito para aprovar a mudança no Congresso.

Leia também: Flávio Bolsonaro nega corte em aposentadorias e diz que reajuste será acima da inflação · Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno da eleição

Ele não detalhou se o fim da reeleição valeria também para governadores e prefeitos. “Se vai valer para governador, prefeito, é o processo legislativo vai dizer”, declarou.

Lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em comício na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro
Lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em comício na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (foto de arquivo, 16/08/2026) Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O candidato também disse que a proibição valeria para parentes dele, citando familiares “até terceiro grau”, o que incluiria o pai, Jair Bolsonaro (PL). Ao comentar uma fala recente sobre uma possível candidatura de Jair em 2030, afirmou que, se assumir em janeiro de 2027, nenhum parente dele poderá concorrer naquele ano. Na quarta-feira (7), já havia dito que não pretende disputar um segundo mandato.

Por que Flávio defende a mudança?

Flávio voltou a criticar Lula. Segundo ele, o presidente gastou R$ 350 bilhões para se reeleger, e por isso a possibilidade precisa acabar. O valor é afirmação do candidato.

O tema não é novo na campanha. Em agosto, segundo o g1, Flávio negou ter feito acordo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre a reeleição, em troca de mais engajamento na campanha. Disse que o fim da reeleição presidencial já era uma bandeira dele.

A discussão voltou nesta semana depois que o candidato falou em usar a maioria da direita no Congresso para mudar a Constituição. Questionado na quarta-feira (7), ele explicou que falava de quatro frentes: mudanças no Judiciário e no Supremo Tribunal Federal (STF), redução da maioridade penal, ajustes na reforma tributária e fim da reeleição.

Quais são os obstáculos?

As regras sobre reeleição estão na Constituição, por isso só mudam por emenda. Segundo a CartaCapital, uma PEC precisa de pelo menos 308 votos na Câmara dos Deputados e 49 no Senado, em dois turnos.

Congresso Nacional, em Brasília
Congresso Nacional, em Brasília (imagem ilustrativa) Foto: Gribiche (Rob Sinclair), via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Ainda de acordo com a revista, o PL começará 2027 com 121 deputados e 28 senadores. Por isso, na avaliação da publicação, um eventual governo Flávio teria de buscar apoio no Centrão para reunir os votos restantes.

O jurista Lenio Streck, ouvido pela CartaCapital, afirmou que o Congresso, ao emendar a Constituição, deve respeitar limites formais e materiais, entre eles as cláusulas pétreas. Ele comentou as propostas de Flávio para a Constituição de modo geral, sobretudo as ligadas ao Judiciário e a direitos sociais, e não especificamente a reeleição.

Pelo que disse o próprio candidato, a duração do mandato e a abrangência da regra, se valerá ou não para governadores e prefeitos, ficarão para o processo legislativo.

A próxima etapa é o segundo turno, em 25 de outubro. Se Flávio for eleito, a proposta dependerá da articulação com o Congresso eleito neste ano.

Fontes consultadas

Jovem Pan — Flávio diz que Bolsa Família tem de ser a primeira coisa que um governo faz G1 — Flávio quer fim da reeleição e fala em mandato para ele de 5 anos com emenda à Constituição CartaCapital — Há obstáculos ao plano de Flávio Bolsonaro para mudar a Constituição, explica Lenio Streck

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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