O embarque por reconhecimento facial deve chegar a todos os aeroportos, portos e hidrovias do país. A previsão consta da Política Nacional de Identificação Biométrica, criada em agosto pelo Ministério de Portos e Aeroportos, segundo o blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Até meados de novembro, um comitê técnico precisa apresentar o plano de implementação da política.
Quando a biometria facial começa a valer?
Não há data confirmada para o início do embarque por reconhecimento facial. O único prazo conhecido até agora é o do plano de implementação, previsto para meados de novembro.
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Quais tecnologias estão em disputa?
Segundo a coluna, nos bastidores um grupo de fornecedores, entre eles Pacer, Positivo e Grupo GTI, pressiona para que a política inclua outras tecnologias. Entre elas estão a leitura de íris, da palma da mão e da impressão digital.
De acordo com o blog, a mudança exigiria criar, do zero, uma nova base biométrica nacional. A coluna não registra posicionamento das empresas citadas.
O que o setor diz sobre dados e redes?
Na terça-feira (6), Eduardo Nerger, diretor da Abranet, participou de um painel sobre o aeroporto do futuro na Futurecom 2026. Ele afirmou que a conectividade deixou de ser um diferencial e virou infraestrutura crítica nos aeroportos.

“Hoje, sem internet, não se faz o check-in e uma série de automações existentes dentro do aeroporto”, disse.
Nerger também tratou do uso de biometria, sensores e inteligência artificial. Para ele, integrar diferentes bases pode ampliar a capacidade de análise, mas exige atuação coordenada entre órgãos como Anatel e ANPD. “O desafio é atualizar nossas regulamentações e as atribuições de cada agência”, afirmou.
O que vem a seguir?
O comitê técnico tem até meados de novembro para entregar o plano de implementação da política.



